terça-feira, 1 de junho de 2010

Neymar e Serra



Segundo a pesquisa do instituto DataFolha, Serra é considerado mais experiente que a ex ministra Dilma; destaque tem sido dado a este ponto na tentativa de passar a mensagem que ele estaria mais preparado para ocupar o cargo de presidente da república.

Experiência é uma dado importante, com certeza não podemos desprezá-lo, porém, precisa ser analisado em conjunto com muitos outros. Lula nunca foi governador, nem senador e está sendo um dos presidentes mais bem avaliados de todos os tempos pelo povo brasileiro.

Apesar de um bombardeio sistemático pela grande mídia tupiniquim, o “homem” está na crista da onda; a imprensa internacional e a grande maioria do povo brasileiro está aí para desmentir a mídia dos coronéis.

No século passado em Campinas, havia um jogador de futebol da grande Ponte Preta, que era uma espécie de ídolo da fiel torcida pontepretana. Seu nome era Tuta, circulava uma piada que dizia que ele não fumava, não bebia, não ia para as farras, mas, também não jogava bola!

Olhem agora para o grande Neymar, a grande revelação do Santos, apesar da sua pouca idade, um garoto ainda, é indiscutível o seu talento, muita gente gostaria de vê-lo com a camisa da seleção brasileira, mas, parece que isto só vai acontecer em 2014, aqui mesmo no Brasil!

O Serra é mesmo experiente, mas, o que ele fez de bom? Diz que é o pai do genérico, infelizmente é uma mentira, ele se apropriou dessa paternidade. O verdadeiro pai dos genéricos foi o médico Jamil Haddad, ex-deputado federal, ex-prefeito do Rio Janeiro e ministro da Saúde de outubro de 1992 a agosto de 1993, no governo Itamar Franco.

Foi ministro de planejamento do FHC, o que ele fez lá? O Brasil não crescia, e apesar de não haver grande demanda de energia elétrica, tivemos o apagão elétrico e tivemos racionamento de energia por oito longos meses.

O Serra foi eleito prefeito de São Paulo, o PT já alertava que ele não iria permanecer no cargo, porque prefeitura é muito pouco para a sua ânsia de poder; então, ele resolveu enganar os paulistanos mais uma vez; registrou a sua (falta) palavra em cartório que permaneceria até o final do mandato. Não deu outra, largou a prefeitura na mão do DEM e foi atrás do cargo de governador; para variar, também não terminou, largou o estado mais importante da federação nas mãos de um cupincha e agora quer ser presidente.

A frente da prefeitura não fez nada, como governador quase nada também. A segurança anda na UTI, a saúde a mesma coisa, as escolas viraram fábrica de analfabetos, os professores tem direito a apanhar da polícia a toda hora, e assim vai. As duas polícias não se entendem, os salários, são salários de fome.

O transporte público é um verdadeiro caos, até a cidade do México tem hoje 200 Km de metrô, e nós? No ritmo atual, somente em 2080 teremos 200 Km em São Paulo, porque aqui a ordem é investir no transporte individual em detrimento ao público.

Defendendo os milhões recém “investidos” nas marginais, o sábio Serra disse em tom jocoso, “a oposição quer que voltemos a andar de burrinho em São Paulo?”. O interessante, é que o transporte público anda tão ruim, que para vários trajetos, andar de burro seria mesmo muito mais rápido aqui em São Paulo.

A sua política se resume em vender o patrimônio público a preço de banana e cobrar pedágios e mais pedágios; não é a toda que ganhou o codinome de Zé Pedágio.

Bem, voltando a experiência, este tipo de experiência serve apenas como um grande atestado de incompetência. O cara já acusou o governo da Bolívia de facilitar as coisas para o tráfico de drogas; já demonstrou que é contra o Mercosul e por aí vai.

O povo brasileiro saberá avaliar bem o tipo de experiência que o candidato do PSDB tem, e responderá nas urnas que esta experiência o Brasil não quer mais; no máximo, ficará restrita (infelizmente) aos limites do grande Estado de São Paulo que um dia ainda acordará e fará uma opção que trará melhores frutos para os trabalhadores paulistas.