quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

O BRASIL OLIGÁRQUICO QUE NÃO QUER MUDAR!

Nessa semana tivemos o episódio no qual o grande artista brasileiro Chico Buarque de Holanda foi interceptado, hostilizado, xingado e ameaçado por alguns valentões no Leblon. Alguns podem achar que a mídia estaria dando atenção demais ao fato, mas, penso que não, pois, o caso é emblemático; se esses playboys acéfalos fazem isso com uma figura reconhecida mundialmente, como é o Chico Buarque, o que não fariam com simples mortais, que tivessem cometido o "crime" de serem simpatizantes do Partido dos Trabalhadores?

Vivemos uma época tenebrosa em nosso país, o ódio parece campear em todos os cantos, ódio esse que é incentivado e promovido principalmente por uma mídia engajada com os setores mais atrasados e corruptos da elite brasileira. Usam uma concessão pública, que é o direito de usar o rádio e a TV para promover a cultura, a educação e o entretenimento para destilar o ódio nas mentes e corações da nossa população.

O que vai na mente e coração de uma pessoa que reclama que os nossos aeroportos se transformaram em rodoviária, depois que os excluídos "invadiram" esse espaço, antes reservado para menos de 1/3 da nossa população? Ainda nessa semana, duas figuras se deram mal quando faziam "piadas" sobre alguns jovens negros que estavam num dos vôos da TAM; ao perceberem a situação, se manifestaram e exigiram a garantia dos seus direitos e foram todos para a PF em São Paulo.

Nesses últimos doze anos algumas coisas mudaram em nosso país, quer você admita ou não, houve uma maior distribuição de renda, o salário mínimo cresceu, milhões de novos universitários oriundos das classes populares chegaram a tão sonhada universidade; mais que dobrou a quantidade de escolas técnicas federais; o Brasil foi tirado do mapa da fome e por aí vai.

Na minha modesta opinião, acho isso ainda muito pouco, sonho e luto por um país menos desigual, com educação de qualidade, com professores bem remunerados, com uma saúde pública que não seja entregue aos mercantilistas. Porém, reconheço que se andou um pedaço importante nessa estrada que nos levará a uma situação bem melhor.

Voltando ao caso do Chico Buarque, recomendo a leitura de duas matérias que posto a seguir; vovô Garneiro
e Vovô Andrade que mostram a origem de dois dos seus agressores; é um retrato claro do Brasil que não quer mudar; que não aceita qualquer evolução dos excluídos desse país; gente com mentalidade doente e atrasada; gente que precisa ser enfrentada com coragem, através da radicalização da democracia em nosso país.


Lendo as duas matérias acima, vemos que esses dois moleques representam o que há de mais atrasado em nosso país, gente que deseja manter o país organizado em casa grande e senzala; que ainda hoje fazem uso do trabalho escravo em suas propriedades (um deles comprovadamente); que acham que tem o direito divino de usufruir das riquezas dessa Terra Brasilis, grileiros, amigos das ditaduras, inimigos da democracia, inimigos dos trabalhadores e trabalhistas e por aí vai.

Como disse Geraldo Vandré na sua bela canção: "quem sabe faz a hora, não espera acontecer". É preciso dar um basta nessa história de exploração e acabarmos com essa divisão do país em casa grande e senzala, talvez tenhamos que derrubar essa casa grande, se assim for necessário.

A luta continua!


sábado, 7 de fevereiro de 2015

A Justiça Sob Medida das Elites

Vivemos dias difíceis, como disse o Apóstolo Paulo, vivemos num mundo onde se ouve várias vozes:
“Há, por exemplo, tantas espécies de vozes no mundo, e nenhuma delas sem significação”. – ICOR 14:10.

É interessante notar que essa grande variedade de vozes, muitas vezes só tem o objetivo de nos confundir e enganar.

No Livro de Mórmon, que é um livro que relata séculos da vida de antigos habitantes americanos, encontramos algumas ponderações sobre as vantagens e desvantagens do governo ser feito através de reis ou juízes (Mosias 29). Alma filho nos explica as vantagens de ser governado por juízes em vez de reis; expõe os estragos na sociedade que um rei iníquo pode fazer.

Na nossa jovem democracia temos a convivência de três poderes independentes e interdependentes, o executivo, o legislativo e o judiciário. O ideal é que haja um equilíbrio entre esses poderes, de maneira que se chegue mais próximo da justiça, onde cada cidadão tenha os seus direitos e deveres garantidos e respeitados. No regime democrático, o poder tende a ser diluído entre esses poderes, de maneira que não haja abusos, que cada cidadão tenha as mesmas oportunidades.

Infelizmente, aprendemos que quando o homem não cede aos influxos divinos (Mosias 3:19) ele se torna inimigo de Deus e inimigo dos seus próprios irmãos; busca riquezas e poder passando por cima de tudo e de todos para alcançar os seus objetivos. Não se dá conta de que existe um pode maior, Deus nosso Pai e que um dia terá que se colocar diante Dele e prestar conta de todos os seus feitos aqui na terra.

Em Campinas, no Colégio Estadual Prof. Anibal de Freitas, lá no bairro da Guanabara, tive um excelente professor (Prof. Fernando) que além de matemática nos ensinava que TODAS as pessoas têm sobre a sua cabeça a espada da justiça, e que essa espada nos apanharia se cometêssemos qualquer tipo de delito.

A imagem de uma justiça igual para todos os cidadãos é fantástica e deve ser procurada por todos os povos. Falando em termos de Brasil, já tivemos grandes progressos, principalmente se compararmos com os regimes de exceção que tivemos, mais recentemente o golpe civil militar que estabeleceu uma ditadura de mais de 20 anos.

A construção de uma democracia sólida é um trabalho de várias gerações, cada geração tem que fazer a sua parte, avançar e não permitir retrocessos nessa caminhada.

Falando especialmente do Brasil, ainda temos vários obstáculos a serem removidos ou amenizados. Temos uma mídia concentrada e controlada por poucas famílias, eles dominam o rádio, a TV e a mídia impressa; tentam impor as suas verdades goela abaixo e usufruir dos bens da terra, que são um presente de Deus, de maneira egoísta e sovina.

O sistema político atual facilita a ascensão daqueles que detém o poder econômico, a representação dos trabalhadores está cada vez mais reduzida; quem manda no parlamento sãos os ruralistas (mais de 180 representantes), a bancada das comunicações, a bancada do sistema financeiro, dos evangélicos e a bancada da bala!

É urgente uma verdadeira reforma política que acabe com o financiamento por parte de empresas; que se estabeleça o financiamento público de campanha para diminuir a influência da grana.

O nosso judiciário tem dados mostras de que a venda da figura cima, não está bem colocada e faz sim acepção de pessoas, onde os humildes tem sim a espada sobre as suas cabeças, mas, os poderosos saem impune.
Acho que às vezes não consigo me fazer entender, mas, defendo que a justiça seja aplicada a TODAS as pessoas e grupos, independente do seu bolso, origem social, crenças e filiações.

Nos últimos anos a grande mídia tem voltado os seus “canhões” para criminalizar a política e políticos, especialmente aqueles do Partidos dos Trabalhadores e associados. Mais uma vez, defendo que a lei seja aplicada com equidade, eu não tenho visto isso; como diz o ditado: “Aos amigos, tudo; aos inimigos, a lei”.

Poderia enumerar uma série de escândalos que caem no esquecimento ou na gaveta de um promotor, enquanto que para outros uma tapioca paga com cartão corporativo vira um escândalo nacional.

É impressionante os abusos que se tem feito em nome dessa justiça direcionada, seletiva, casuística e malandra; o grupo que tem perdido sucessivas eleições presidenciais, usam de todas as artimanhas possíveis para retomar o poder; que deveria ser decidido pelo voto popular. Essa sanha golpista não é de hoje, tentou-se a deposição de Getúlio Vargas em 1954, depois em 1961 e finalmente o golpe fatal em 1964.

O Insucesso nas urnas tem levado esses grupos poderosos a usar de todas as armas para chegarem ao poder, e quando vejo juízes que tem tomado ações pra lá de questionáveis (como esse juiz curitibano Moro), entendo que é hora da sociedade civil se manifestar e se posicionar contra esses abusos que se faz em nome de uma democracia que visa o interesse de poucos.

A praça e a rua têm que ser tomadas pelo povo para equilibrar esse jogo, pois afinal de contas na Constituição de 1988, logo no Artigo 1º, parágrafo único:

“Todo poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição”.