É comum ouvirmos por aí que política, religião e futebol não se discute! Na verdade, acredito que especialmente a política, deveríamos discutir sim, mas não no sentido de ofender, desrespeitar quem quer que seja, mas, de maneira civilizada, discutindo idéias, projetos, novos caminhos.
Sei que é inerente à política tomarmos partido também, às vezes o clima pode esquentar um pouco mais; precisamos nos controlar e não deixar a paixão sobrepor a razão e sermos levados a ofender as pessoas e até prejudicar os nossos relacionamentos pessoais.
Devido a tantas picaretagens, malandragens e safadezas que todos já vimos na política brasileira, muitos resolveram se distanciar de qualquer discussão sobre o assunto, alguns até vão às urnas, porque ainda é obrigatório em nosso país, e anulam o seu voto.
Já vivi o bastante para saber que o ser humano é sujeito à varias fraquezas, não podemos esperar a perfeição dos homens enquanto estivermos vivendo nesta esfera, mas, isto não é razão para afirmarmos que é tudo igual, que é tudo "farinha do mesmo saco". Alguns anos atrás, um ministro do governo Itamar disse: "uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa!", parece meio idiota, mas, é isso mesmo, todos os partidos não são iguais, todos os políticos não são iguais.
Como disse anteriormente, dizer que o partido A é perfeito e que os outros são todos ruins, é uma ingenuidade tremenda, mas, dizer que são todos iguais também é uma injustiça. Em resumo, quero dizer que precisamos colocar todas as realizações numa balança e ver aquele que fez ou faz mais pela maioria da população.
Uma questão de suma importância para mim, é o conceito de loby nas câmaras legislativas do nosso país; ouvimos na imprensa sobre os deputados ligados a empresas de construção, outros ligados aos ruralistas, outros ligados às empresas de transporte e assim vai...
No atual sistema, a questão de lobies é muito forte e podemos dizer que estamos reféns das empresas que financiam os partidos políticos de uma maneira geral. Esses grupos são os grandes financiadores das campanhas políticas; porém, como tudo na vida tem o seu preço, umas vez eleitos, esses grupos apresentam a sua fatura às esses políticos, aí o povo sempre fica em segundo plano e o governo começa a ser exercido a favor desses grupos minoritários.
Sou a favor do financiamento público das campanhas, acho isto mais justo e mais transparente, acredito que os políticos eleitos teriam mais liberdade para trabalhar a favor da maioria da população, pois, acho que o único loby que deveria existir é o loby do povo brasileiro.
Neste blog pretendo compartilhar as minhas idéias e sugestões, além de denunciar algumas armadilhas que ainda existem em nosso país para enganar a maioria do povo; existem grupos poderosos que controlam a mídia e o capital e que só pensam no seu próprio bem estar e tratam o povo como uma boiada ou uma simples massa de manobra para atingir os seus objetivos menores e na realidade, não estão nem aí para o presente e o futuro dessa nação.
Um grande abraço e até o próximo post!
Claudio Salvador.
sábado, 10 de abril de 2010
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