sábado, 24 de abril de 2010

Festa na Casa do Jaborão



Para a grande maioria da população brasileira a democracia é indiscutivelmente a melhor forma de governo, porém, ainda de vez em quando topamos com alguns saudosos dos tempos da ditadura militar.

No regime democrático temos basicamente três poderes, o executivo, o judiciário e o legislativo; nenhum deles deve tentar anular o outro, de maneira que o ideal é que haja um equilíbrio. No Brasil, infelizmente não é incomum vermos algumas discrepâncias; o mais comum é o poder executivo se sobrepor aos demais, mas, já vimos o judiciário, que deveria exercer uma justiça cega, às vezes agir de maneira imparcial também.

Só para citar um exemplo, recentemente tivemos o caso da deputada federal Luiza Erundina (PSB) que foi condenada a devolver 350 mil reais aos cofres da prefeitura de São Paulo, por ter cometido suposta irregularidade durante o mandato dela à frente da prefeitura. O que me chamou a atenção, é que não me lembro de uma decisão semelhante do judiciário contra Paulo Maluf, Pita, Jânio e outros. No caso da Erundina, muita gente se reuniu e juntou o valor para ajudá-la a pagar a dívida; pessoas simples do povo também contribuíram com menos de 10 reais, mostrando a popularidade da Erundina, mesmo após vários anos do seu governo aqui em São Paulo.

Além desses poderes já citados, é fundamental para a plena saúde da democracia uma imprensa livre. O poder da mídia é fabuloso, nos tempos da ditadura foi uma ferramenta poderosa para a manutenção do golpe militar de 64. Através dela, o povo ficava sabendo somente aquilo que era de interesse do regime, e somente a versão deles; o lema dos golpistas era “Ame-o ou Deixe-o”!

Em 1985, tivemos o primeiro presidente civil no Brasil, eleito pelo voto indireto, com a morte de Tancredo Neves, o vice José Sarney governou o país; podemos dizer que Sarney que era capacho dos militares, não fez um governo ousado porque estava comprometido com as elites dominantes (era um deles); entregou o país com uma inflação de 80% ao mês, o país quebrado, pois, não tinha mais reservas. Nesta época do regime militar, a rede Globo e outros grupos da mídia foram grandemente favorecidos e criaram músculos de gigante.

Hoje em dia, alguns dizem que esta mídia forma um quarto poder, como se fosse um partido político independente, que faz do seu negócio uma forma de defender os seus inconfessáveis interesses ($$$). Paulo Henrique Amorim, usa a expressão P.I.G (Partido da Imprensa Golpista) para essas empresas de comunicação. O grande jornalista Mino Carta, fez recentemente uma palestra na Universidade Federal da Bahia, que nos ajuda a entender como este quarto poder trabalha: http://www.conversaafiada.com.br/pig/2010/04/21/mino-faz-a-autopsia-do-pig-o-pig-da-medo/

Sei que muita gente não acredita nesta tese, mas, gostaria de convidá-los a examinarem com cuidado esta matéria e aqueles que se desarmarem dos seus preconceitos, acredito que ficaram surpresos com as descobertas.

Gosto de ouvir a CBN de manhã, porém, sempre fiquei intrigado com o posicionamento do jornalista Arnaldo Jabour. Quando algum político “pisa na bola”, acho que é justo a imprensa noticiar as facaltruas, ajudar os cidadãos a ter ciência dos fatos, enfim cumprir o seu papel, agora no caso do Jabour só vejo o cara malhando o PT, Lula e tudo relacionado aos mesmos.

Como já disse em outra oportunidade, não existe político santo, todo mundo tem os seus pecados, grandes ou pequenos. Agora o tal Jabour, tem um único alvo, ele não olha para a direita, ele só malha a chamada esquerda. Ele passa a impressão de que não existem outros partidos no Brasil, que o PT governa desde o nível federal até a nossa cidade.

Seria o PT o inventor da corrupção e os outros são todos santos ou ainda, que só existe o governo federal no Brasil? Vocês acham que o PSDB é um partido tão puro que não há nada para comentar sobre as peripécias demotucanas em terra paulistas?

Passei a entender melhor a lógica dessa mídia (Globo, Bandeirantes, Folha, Estado, Veja) quando quase sem querer me deparei na internet com a notícia de uma festa! Sim uma festa, mas, não uma festa qualquer! (http://acertodecontas.blog.br/politica/o-que-arnaldo-jabor-miriam-leitao-e-ana-maria-braga-tem-em-comum/)

Estou falando de uma festa realizada na casa do “ilustre” Arnaldo Jabour; pelos convidados nesta festança, nós podemos observar os laços que existem entre as figuras. A esposa (claro) do Jabour que é uma assessora de Serra, José Serra em carne e osso, Miriam Leitão (Globo), marido (ou ex neste momento) de Ana Maria Braga (Globo), Luis Frias (Folha) e outros.

Fica bem claro agora por quem Arnaldo Jabour fala, que ele não tem mesmo a menor independência nos seus comentários; ele tem uma cartilha para seguir, caso contrário, perde as suas benesses. Se essas figuras estivessem presentes em “território neutro”, tudo bem, mas, não foi na casa do próprio Jabour.
Na palestra do Mino Carta, ele menciona algo, que confesso que fiquei surpreso; ele afirma que o veículo até pode ter a sua preferência, mas tem que dizer isto com todas as letras, como fez o New York Times que apoiou Barak Obama; mas, não pode mentir, omitir, ser desonesto, tentar destruir a reputação de pessoas e partidos para atingir os seus interesses particulares, como vem fazendo descaradamente no Brasil.

Tem que dar espaços iguais para os concorrentes, não pode editar uma entrevista e mostrar somente aquilo que lhe interessa, como fez agora com uma entrevista de Ciro Gomes (http://www.tijolaco.com/?p=12852) .

Um abraço e até a próxima!

Um comentário:

  1. É Claudio, Tiradentes teve Joaquim Silvério dos Reis, Getúlio teve Lacerda , até Judas apareceu na história. O Brasil tem uma Jabourzada que não tem tamanho. Para exorcizar, Dilma neles!!!!

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